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Digital & Internacional·21 Jun 2026·5 min de leitura

O @seunome nas redes pode não ser seu. E um dia vão cobrar por ele.

Sem registro de marca, você não tem prioridade sobre seu nome digital — em domínios, redes sociais ou em qualquer país que queira entrar.

A expansão estava planejada. O mercado europeu estava mapeado. Aí descobriram que o nome já estava registrado lá — por outra empresa.

Você está crescendo. Decidiu expandir para o exterior. Contratou uma consultoria, mapeou o mercado, escolheu o país de entrada. Aí a consultoria pediu para verificar a disponibilidade do nome. O relatório voltou com uma linha que travou tudo:

"A marca já está depositada neste território por terceiro. Entrada bloqueada sob o nome atual."

Isso acontece com mais frequência do que parece. E não precisa ser expansão internacional para a dor aparecer.

Squatters de marca: o mercado que você não conhecia

Existem pessoas e empresas que monitoram marcas brasileiras em crescimento e as registram em outros países antes que os donos originais o façam. A prática é legal onde não há má-fé comprovada. Eles registram. Você cresce. Você quer entrar. Eles vendem o registro por um preço que não é razoável.

Sem o Protocolo de Madrid ativado a tempo — o sistema internacional de marcas que garante prioridade — você não tem arma jurídica para combater isso sem custo alto e prazo longo.

O domínio que era seu

A mesma lógica vale para domínios. O .com do seu nome foi registrado por alguém enquanto você usava o .com.br. Quando você foi buscar o .com para internacionalizar, estava à venda — por um valor que não fazia sentido para seu estágio.

O UDRP (sistema de disputa de domínios da ICANN) permite recuperar domínios registrados de má-fé — mas exige que você comprove a titularidade da marca. Sem registro, a disputa fica muito mais difícil.

Nas redes, a disputa é diferente — mas acontece

Plataformas como Instagram, LinkedIn e TikTok têm políticas de impersonation e trademark. Você pode solicitar a remoção de um perfil que usa sua marca — mas a solicitação exige comprovação de registro. Sem isso, a plataforma não age.

O @seunome que alguém registrou antes de você crescer pode ficar onde está. Indefinidamente.

A janela fecha enquanto você espera

O Protocolo de Madrid permite que você proteja sua marca em até 130 países a partir de um único depósito no Brasil. Mas essa janela de prioridade só existe se você tiver o registro brasileiro primeiro.

Cada mês sem registro é um mês em que o seu nome está disponível para qualquer um tomar — em qualquer lugar do mundo.

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MarcasVocê construiu o nome. Eles registraram primeiro.Sete anos de construção. Uma notificação extrajudicial. Trinta dias para parar de usar o nome que você criou.Ler artigo →Ativos IntelectuaisSua marca existe. Mas juridicamente, ela vale R$ 0.O franqueado estava pronto para assinar. O investidor tinha feito as contas. A due diligence parou em uma linha: "a marca não está registrada".Ler artigo →JurídicoRebranding forçado: o número que ninguém te conta.A ação durou três anos. O pedido liminar foi negado, depois deferido em segunda instância. Você tinha 90 dias para parar de existir com aquele nome.Ler artigo →
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